A IMPORTÂNCIA DA LITERATURA INFANTO - JUVENIL PARA A
FORMAÇÃO DE LEITORES: UMA EXPERIÊNCIA NO PIBID DE TOCANTINÓPOLIS
Ada Lucia Sirila Pereira Barbosa1
Cibele Dos Santos Silva2
Mª Jucineide De Sousa3
Leirinalva Alves França4
Raiolene Matos Leal5
Palavras – chave: Literatura infanto – juvenil. Leitura. Infância.
INTRODUÇÃO
Este trabalho prima por compartilhar experiências vivenciadas por nós bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência ( PIBID), do curso de Pedagogia, Campus de Tocantinópolis. Nosso trabalho foi realizado na Escola Municipal Walfredo Campos Maia, considerando a precariedade didático- pedagógico, sobretudo a forma como é realizada a leitura na escola.
As atividades foram desenvolvidas a partir do planejamento semestral no qual se elaborou o “Projeto Ziraldo e Ruth Rocha”, tendo como objetivo compreender aspectos importantes do processo de aprendizagem da leitura e da escrita, visto que, a alfabetização não é um processo baseado em perceber e memorizar, e, para aprender a ler e a escrever, o aluno precisa construir um conhecimento de natureza conceitual, ele precisa compreender não só o que a escrita representa, mas também de que forma ela representa graficamente a linguagem.
A metodologia adotada para a elaboração deste trabalho se deu a partir das situações vividas no decorrer do primeiro semestre de 2011, tendo como suporte teórico autores que tratam da literatura infantil e da sua importância na formação da criança. Assim sendo, apresentaremos a seguir, a experiência vivenciadas por nós bolsistas do PIBID de Tocantinópolis, tendo como suporte biografia e obras dos autores Ziraldo e Ruth Rocha.
EXPERIÊNCIAS VIVENCIADAS NO PIBID
Considerando que os pilares que sustentam o projeto PIBID no Curso de Pedagogia do Campus de Tocantinópolis referem-se ao despertar para a docência, referindo-se às bolsistas em seu curso de formação, e ainda o incentivo ao gosto pela leitura nos alunos assistidos, o trabalho realizado esteve voltado a esses princípios em todas as fases tanto de planejamento quanto na execução das atividades por nós propostas.
A partir das afirmações feitas anteriormente, tendo como objetivo maior despertar nas crianças o interesse pelo hábito de ler, nosso grupo optou por desenvolver um projeto no qual trabalhamos vida e obra de autores renomados da literatura infanto-juvenil brasileira, trazendo a tona elementos importante para a formação da criança enquanto um ser social capaz de ver e agir sobre a realidade no qual está inserido, sobretudo pelo fato de que as obras apresentadas contemplam situações reais e presentes no cotidiano da mesma.
O projeto intencionou desenvolver a capacidade de uso da linguagem oral e escrita em situações múltiplas ampliando a compreensão, a interpretação e a análise dos diferentes textos que fazem parte da literatura infantil, respeitando as variedades lingüísticas e tendo a leitura como fonte de informação e ampliação de seu conhecimento.
È intenção do mesmo, desenvolver a capacidade crítica e as habilidades de produção espontânea, procurando avançar em suas hipóteses sobre leitura e escrita, utilizando situações da realidade social e do cotidiano imediato de forma que compreendam tanto a língua oral quanto escrita, entendendo-as como a representação do processo, com diferentes usos culturais.
Dessa forma, trouxemos vida e obra dos autores Ziraldo e Ruth Rocha já apresentados no decorrer deste trabalho, as atividades foram pensadas a partir da realidade do grupo atendido, buscando estratégias metodológicas diferenciadas das propostas no ambiente escolar, promovendo dinâmicas de leitura de modo natural, sem imposições, fazendo com que a criança entenda o momento de leitura como algo que causa grandes descobertas, contentamento, alegria, satisfação e divertimento. As obras apresentadas do autor Ziraldo foram; FLICTS, O Menino Maluquinho e Cada um mora aonde pode. Em seguida trabalhamos Ruth Rocha com as obras O coelhinho que não era de páscoa, As coisas que a gente fala, A família de Marcelo, Os direitos da criança segundo Ruth Rocha e Marcelo, Marmelo, Martelo, as atividades de seqüência didática se deram de acordo com os níveis de leitura e escrita que as mesmas se encontram, assim o trabalho se fez através de leitura individual e coletiva, exibição de filmes, confecção de livro e cartazes feitas pelas crianças, cantinho de leitura, quadrinhas, jogos diversos, dinâmicas variadas tendo como norte as obras trabalhadas.
Dentre as atividades desenvolvidas e propostas no planejamento semestral, destacaremos a seguir a que se fez a partir do livro “O menino maluquinho” do autor Ziraldo. A obra apresenta uma criança ativa, levada, travessa, arteira, saudável, alegre, criativa, inteligente que traz em si uma felicidade contagiante, conseguindo transformar seus deveres em momentos de alegria, dividindo seu tempo para todas as atividades cotidianas de uma criança, o que faz com as crianças que leiam a história se identifiquem com as situações vividas pelo personagem. Esses e outros motivos não citados no momento nos levaram a escolher e a utilizar a referente obra como pontapé inicial das atividades do PIBID no primeiro semestre de 2011.
Inicialmente, realizamos coletivamente uma leitura da referente obra, na qual todas as crianças participaram inclusive as crianças que não dominavam ainda a leitura convencional, fazendo assim uma leitura das imagens. Posteriormente, com a divisão dos grupos por níveis de escrita, foi realizada a leitura em cada grupo intencionando um maior entendimento do conteúdo da obra, como pensado por nós bolsistas propomos as crianças que construíssem um livro da sua própria história, haja vista a obra contar a vida do menino maluquinho.
Como esclarecido anteriormente, organizávamos as crianças em níveis de leitura e as atividades desenvolvidas eram realizadas de acordo com as habilidades de cada criança. As crianças que se encontravam no nível Pré-silábico não faziam ligação entre letra e sons não estabelecem correspondência entre escrita e pensamento, crendo, em alguns casos, que basta ter a letra inicial para caracterizar uma palavra, não atribuindo importância a ordem das letras na palavra. Tais características definem bem parte do grupo atendido por nós, o que exigiu estratégias específicas para a construção do livro como representação de fatos da sua história através de desenhos, recortes e colagens. Embora não
havendo domínio convencional do código lingüístico por parte desse grupo, não hesitamos em realizar tentativas de leitura e escrita para que assim pudessem estar se familiarizando as mesmas.
No nível silábico, a criança encontra uma nova forma para entrar no mundo da escrita, descobrindo que pode escrever uma letra para cada sílaba da palavra e uma letra por palavra na frase. Por estarem em um nível em que ha vinculação entre escrita e o som da pronúncia, ou seja, parte do que se fala corresponde à parte da escrita, a criança trabalha com a hipótese de que a escrita representa partes sonoras da fala, este foi o ponto inicial das nossas produções.
Dentre as características citadas acima, a última repercutiu de forma decisiva para que optássemos por trabalhar com frases na confecção do livro. Inicialmente, realizamos a leitura do livro, mostrando as características e particularidades do autor a cada trecho, em seguida explanamos como seria a confecção na qual cada criança escreveria sobre sua vida, o que gosta de fazer, as brincadeiras, sobre a família, a escola, suas preferências, representando em seguida através de desenhos. Selecionamos dinâmicas que favorecessem o aprendizado de todos que estavam presentes na atividade, sendo assim, as crianças escreviam a frase em seu livro, e em seguida reescreviam no quadro para que fosse feita a correção, desta forma, todos aprendiam.
Após o processo de escrita, deu-se a parte de desenho e organização do livro, ao finalizar o livro propusemos que todos fizessem a leitura do seu livro.
O nível alfabético constitui o final da evolução da escrita, é neste processo que a criança já compreendeu que não basta uma letra por sílaba, e realiza uma analise sonora dos fonemas das palavras que vai escrever. A proposta de confeccionar um “livro” inspirado na obra de Ziraldo “Um Menino Maluquinho” serviu como uma atividade diagnóstica, visto que, os alunos iriam criar e produzir sua própria história.
Considerando o nível de escrita específico em que o grupo de alunos se encontra, solicitamos que todos produzissem um texto que serviria de base para a culminância do livro, a idéia era que a prática de ler, escrever, revisar e corrigir fosse acontecendo naturalmente, para que todos percebessem a estrutura e o funcionamento do sistema de escrita através de sua reconstrução. A partir desse escrito base fizemos as devidas correções, algumas coletivas, outras individualmente.
As intervenções ocorriam através de questionamentos, com a utilização do alfabeto móvel, jogo de sílabas, dicionário entre outros. Em seguida, trabalhamos a estrutura do texto, isto é, elementos que tornam o texto o mais coeso e coerente possível, levando em consideração o nível de aquisição da escrita e de desenvolvimento que cada criança se encontra, observando suas particularidades e erros comuns desta etapa.
Com o texto pronto, passamos para as ilustrações do livro e a produção da capa. Neste momento as crianças pediram para rever a obra que serviu de base para o trabalho, pois queriam ver como era a capa e os desenhos nela contido. As crianças notaram que os desenhos representavam a visão do autor, assim, seguiram a atividade com suas próprias produções.
Quanto ao título do livro optamos por deixar por último, todos, sem exceção preferiram por colocar seu nome seguido das palavras muito maluquinho (a), por exemplo: Marina muito maluquinha. O encerramento aconteceu de forma descontraída, todos estavam usando o “colete do Ziraldo”, que confeccionamos para usarmos durante todo o projeto como forma simbólica de se sentir um artista, fizemos uma breve retrospectiva de como havíamos construído o livro e posteriormente cada um teve oportunidade de ler sua história.
CONCLUSÃO
A construção deste artigo nos propiciou muita reflexão, discussão, planejamento, avaliação, enfim, muito crescimento, pois requereu maior trabalho em equipe e disponibilidade de tempo. No decorrer percebemos que tal atividade requer muito mais que uma formação sólida, requer entrega, dedicação, intelectualidade e que a conquista destes sinônimos nos possibilita abrir novos horizontes na formação docente e consequentemente na vida do educando.
As manifestações dos alunos sejam positivas ou negativas no decorrer das atividades, nos levaram a buscar novas estratégias que pudessem superar os problemas que por vezes nos deixaram aflitas, aflição esta que não se restringiu ao momento vivenciado, mas que se estendeu aos questionamentos, aos estudos de literatura direcionados as problemáticas inerentes, e ainda a profissionais que consolidaram sua formação por meio das práticas específicas da sala de aula, que fundamentam sua prática com teorias bem conhecidas, sem ao menos ter tido contato com as mesmas.
Todavia, o que se propôs nesse artigo foi compartilhar uma experiência de trabalhar a literatura infanto-juvenil a partir da biografia dos autores, para então trazer suas principais obras, destacando a escrita peculiar de cada autor e personagens, levando as crianças a se identificar com as situações presentes na história.
Assim, consideramos que a decisão de trabalhar com essa metodologia foi feliz, pois conseguimos atingir nossos objetivos com êxito, as crianças mostraram atraídas pelas obras, assimilaram fatos importantes da biografia do autor, e ainda desenvolveram de modo satisfatório as atividades de leitura e escrita.
1 Graduanda em Pedagogia, bolsista PIBID, Campus de Tocantinópolis-TO
2 Graduanda em Pedagogia, bolsista PIBID, Campus de Tocantinópolis-TO
3 Graduanda em Pedagogia, bolsista PIBID, Campus de Tocantinópolis-TO
4 Graduanda em Pedagogia, bolsista PIBID, Campus de Tocantinópolis-TO
5 Graduanda em Pedagogia, bolsista PIBID, Campus de Tocantinópolis-TO
REFERÊNCIAS
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: língua portuguesa, v.2, Brasília, DF: MEC/ SEF, 1987.
COELHO, Nelly Novaes. Literatura Infantil: Teoria, Análise, Didática. 7. ed. São Paulo: Moderna, 2000.
ROCHA, Ruth. Marcelo, Marmelo, martelo. 2. ed. São Paulo: Salamandra, 1999.
ZILBERMAN, Regina. A literatura infantil na escola. São Paulo: Global, 1981.
PINTO, Ziraldo Alves. O menino maluquinho. 92. ed. São Paulo: Melhoramentos, 1998
*POST BY RITA DE CÁSSIA
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
domingo, 11 de dezembro de 2011
PRODUÇÕES E PUBLICAÇÕES EM LIVROS (1)
A IMPLANTAÇÃO DO PIBID EM TOCANTINÓPOLIS:
um olhar a partir da escola
Edileuza Ferreira da Silva¹
Valdiária Moreira Silva²
Palavras-chave: Leitura. Processo. Incentivo
INTRODUÇÃO
Sabemos dos muitos desafios que norteiam a aplicação de metodologias referente ao aprendizado da leitura para aguçar o interesse dos educando. Não são poucas as queixas dos professores que trabalham com o ensino básico quando relatam seu cotidiano. Este, em grande parte se resume em procurar meios, “fórmulas” que contribuíam e sejam eficazes para o desenvolvimento do ensino aprendizagem e da leitura.
O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação a Docência (PIBID) tem sido de suma importância para as escolas. A disponibilização de acadêmicas(o) bolsistas da Universidade Federal do Tocantins (UFT), proporcionando aos futuros professores a participação em experiências metodológicas, tecnológicas e prática docentes de caráter inovador, interdisciplinar e que busquem superação de problema identificados no processo de ensino-aprendizagem, está alinhada às necessidades da escola.
Percebe-se também que esta iniciativa visa incentivar as escolas públicas de educação básica a tornarem-se protagonistas nos processos formativos dos estudantes das licenciaturas, mobilizando seus professores como co-formadores dos futuros professores para estarem vivenciando o trabalho com os alunos, mediante o processo na aprendizagem escolar e as dificuldades encontradas.
Nesse sentido, o artigo aqui descrito tem o intuito de refletir sobre a contribuição do PIBID nesse processo. Ressaltamos o objetivo do programa local, quando busca trabalhar a leitura de forma mais prazerosa, procurando envolver as crianças para que os mesmos adquiram o gosto pela leitura. Verificamos a importância desse objetivo no Ensino e preparar a formação de docentes em nível superior para atuar na educação básica.
As bolsistas incentivam o trabalho a diversidade étnica, cultural, desenvolvendo a leitura e a escrita, por meio de atividades que incentivem a leitura prévia dos livros disponibilizados por meio do monitorando e acompanhamento do processo de leitura e seus instrumentos para garantir a qualidade e a coerência.
Nesta visão, as bolsistas da universidade estão acompanhando o processo de desenvolvimento do aluno, no tocante, a superação das dificuldades de leitura e escrita, sendo preciso antes de qualquer iniciativa para melhorar a leitura e a escrita do aluno, fazer um diagnóstico dos mesmos, apropriando-se dos resultados dos alunos para fins de discussões e planejamento coletivo para garantir o desenvolvimento das ações do programa, disponibilizando material necessário.
Todavia, percebemos ao longo do nosso estudo que a leitura e a escrita, são duas habilidades complexas e imprescindíveis para aquisição das demais habilidades escolares, contemplando os saberes acumulados historicamente na civilização do conhecimento.
A partir das experiências realizadas do ano passado, obteve-se resultados satisfatórios no que se refere ao desenvolvimento da leitura dos alunos das Escolas Municipais Walfredo Campos Maia e Alto da Boa Vista II. Percebemos que ações realizadas de acompanhamento das bolsistas e supervisoras, tem contribuído para o processo de aprendizagem da leitura e escrita por meio do monitoramento as atividades nas escolas, identificando os resultados nos índices disponíveis para elaboração dos relatórios de trabalhos.
O PIBID foi tendo um espaço significativo dentro da escola, adquirindo confiança dos pais que sempre nos procuram para saber sobre desenvolvimento de seus filhos(as), bem, como a dos professores, que começaram a demonstrar interesse em conhecer melhor o programa, havendo uma socialização mais ampla.
As bolsistas tratam de assuntos como a separação de sílabas, pontuação ou acentuação no conjunto das atividades de leitura que desenvolvem. Observamos que as
metodologias usadas pelas as mesmas são criativas, chamam a atenção dos alunos, conseguindo então, resgatar o interesse pela a leitura, artes, interpretação, criações de textos e assim, conquistando a cada dia os resultados significativos dos educando. O trabalho realizado na escola tem encontrado reflexo de boa qualidade no processo de formação das bolsistas da universidade e a continuidade das ações do PIBID, certamente elevará os níveis de qualidade na formação dos educando.
Como vimos o sucesso do programa e das bolsistas, tem aproximado a escola e universidade, teoria e prática, interesse e união de vários profissionais e estudantes, a participação de toda comunidade escolar envolvida no processo de ensino e aprendizagem da leitura e escrita.
Com esses fatores, percebemos o nível de complexidade do trabalho da Universidade e também presumir o seu valor como experiência educativa, ponderando-nos sobre alguns avanços significativos, perceptíveis através da observação e do acompanhamento da participação e interesse dos educando.
¹Professora da rede municipal de Tocantinópolis, pedagoga, supervisora do PIBID.
²Professora da rede municipal de Tocantinópolis, pedagoga, supervisora do PIBID.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FERRERO, Emilia. Reflexões sobre alfabetização. 24 ed. São Paulo: Cortez. 2001 (coleção questões da nossa época).
HELD, Jacqueline. O imaginário no poder: as crianças e a literatura fantástica. Trad. De Carlos Rizzi. São Paulo, Summus, 1980.
MAIA, Joseane. Literatura na formação de leitores e professores. São Paulo: Paulinas, 2007. ( coleção literatura e ensino )
KRAMER, Sonia. Alfabetização, leitura e escrita: formação de professores em curso. São Paulo: Ática, 2010. (Educação em ação)
um olhar a partir da escola
Edileuza Ferreira da Silva¹
Valdiária Moreira Silva²
Palavras-chave: Leitura. Processo. Incentivo
INTRODUÇÃO
Sabemos dos muitos desafios que norteiam a aplicação de metodologias referente ao aprendizado da leitura para aguçar o interesse dos educando. Não são poucas as queixas dos professores que trabalham com o ensino básico quando relatam seu cotidiano. Este, em grande parte se resume em procurar meios, “fórmulas” que contribuíam e sejam eficazes para o desenvolvimento do ensino aprendizagem e da leitura.
O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação a Docência (PIBID) tem sido de suma importância para as escolas. A disponibilização de acadêmicas(o) bolsistas da Universidade Federal do Tocantins (UFT), proporcionando aos futuros professores a participação em experiências metodológicas, tecnológicas e prática docentes de caráter inovador, interdisciplinar e que busquem superação de problema identificados no processo de ensino-aprendizagem, está alinhada às necessidades da escola.
Percebe-se também que esta iniciativa visa incentivar as escolas públicas de educação básica a tornarem-se protagonistas nos processos formativos dos estudantes das licenciaturas, mobilizando seus professores como co-formadores dos futuros professores para estarem vivenciando o trabalho com os alunos, mediante o processo na aprendizagem escolar e as dificuldades encontradas.
Nesse sentido, o artigo aqui descrito tem o intuito de refletir sobre a contribuição do PIBID nesse processo. Ressaltamos o objetivo do programa local, quando busca trabalhar a leitura de forma mais prazerosa, procurando envolver as crianças para que os mesmos adquiram o gosto pela leitura. Verificamos a importância desse objetivo no Ensino e preparar a formação de docentes em nível superior para atuar na educação básica.
As bolsistas incentivam o trabalho a diversidade étnica, cultural, desenvolvendo a leitura e a escrita, por meio de atividades que incentivem a leitura prévia dos livros disponibilizados por meio do monitorando e acompanhamento do processo de leitura e seus instrumentos para garantir a qualidade e a coerência.
Nesta visão, as bolsistas da universidade estão acompanhando o processo de desenvolvimento do aluno, no tocante, a superação das dificuldades de leitura e escrita, sendo preciso antes de qualquer iniciativa para melhorar a leitura e a escrita do aluno, fazer um diagnóstico dos mesmos, apropriando-se dos resultados dos alunos para fins de discussões e planejamento coletivo para garantir o desenvolvimento das ações do programa, disponibilizando material necessário.
Todavia, percebemos ao longo do nosso estudo que a leitura e a escrita, são duas habilidades complexas e imprescindíveis para aquisição das demais habilidades escolares, contemplando os saberes acumulados historicamente na civilização do conhecimento.
A partir das experiências realizadas do ano passado, obteve-se resultados satisfatórios no que se refere ao desenvolvimento da leitura dos alunos das Escolas Municipais Walfredo Campos Maia e Alto da Boa Vista II. Percebemos que ações realizadas de acompanhamento das bolsistas e supervisoras, tem contribuído para o processo de aprendizagem da leitura e escrita por meio do monitoramento as atividades nas escolas, identificando os resultados nos índices disponíveis para elaboração dos relatórios de trabalhos.
O PIBID foi tendo um espaço significativo dentro da escola, adquirindo confiança dos pais que sempre nos procuram para saber sobre desenvolvimento de seus filhos(as), bem, como a dos professores, que começaram a demonstrar interesse em conhecer melhor o programa, havendo uma socialização mais ampla.
As bolsistas tratam de assuntos como a separação de sílabas, pontuação ou acentuação no conjunto das atividades de leitura que desenvolvem. Observamos que as
metodologias usadas pelas as mesmas são criativas, chamam a atenção dos alunos, conseguindo então, resgatar o interesse pela a leitura, artes, interpretação, criações de textos e assim, conquistando a cada dia os resultados significativos dos educando. O trabalho realizado na escola tem encontrado reflexo de boa qualidade no processo de formação das bolsistas da universidade e a continuidade das ações do PIBID, certamente elevará os níveis de qualidade na formação dos educando.
Como vimos o sucesso do programa e das bolsistas, tem aproximado a escola e universidade, teoria e prática, interesse e união de vários profissionais e estudantes, a participação de toda comunidade escolar envolvida no processo de ensino e aprendizagem da leitura e escrita.
Com esses fatores, percebemos o nível de complexidade do trabalho da Universidade e também presumir o seu valor como experiência educativa, ponderando-nos sobre alguns avanços significativos, perceptíveis através da observação e do acompanhamento da participação e interesse dos educando.
¹Professora da rede municipal de Tocantinópolis, pedagoga, supervisora do PIBID.
²Professora da rede municipal de Tocantinópolis, pedagoga, supervisora do PIBID.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FERRERO, Emilia. Reflexões sobre alfabetização. 24 ed. São Paulo: Cortez. 2001 (coleção questões da nossa época).
HELD, Jacqueline. O imaginário no poder: as crianças e a literatura fantástica. Trad. De Carlos Rizzi. São Paulo, Summus, 1980.
MAIA, Joseane. Literatura na formação de leitores e professores. São Paulo: Paulinas, 2007. ( coleção literatura e ensino )
KRAMER, Sonia. Alfabetização, leitura e escrita: formação de professores em curso. São Paulo: Ática, 2010. (Educação em ação)
terça-feira, 10 de maio de 2011
VIAGEM PRA CAPITÁR!
OI PESSOAL! E AÍ VOCÊS GOSTAM DE VIAJAR? POIS NÓS FOMOS A PALMAS DIA 05 DE MAIO, SÓ PASSEAR, QUE BELEZA HEIN?!
BRINCADEIRA, NA VERDADE NÓS RALAMOS BASTANTE, A VIDA DE PIBIDIANA NÃO É FÁCIL, AINDA MAIS PRA QUEM ESTÁ NO ESTÁGIO...
FOMOS A TRABALHO, CONHECER UMA ESCOLA MUNICIPAL DE TEMPO INTEGRAL QUE É MODELO EM PALMAS, A ESCOLA PADRE JOSIMO.
PROMOVEMOS UM ENCONTRO ENTRE OS BOLSISTAS PIBID QUE ATUAM NESTA ESCOLA E EM UMA OUTRA QUE FICA AO SUL.
OS PIBIDIANOS DE LÁ SÃO TAMBÉM DE LICENCIATURA MAS COM OUTRAS FORMAÇÕES, TEMOS FILÓSOFOS, GENTE QUE CANTA E TOCA, CENÓGRAFO, ATORES, DANÇARINOS E CIA. DESENVOLVEM UM TRABALHO NOTÁVEL, COM TODAS AS DIFICULDADES CONJUNTURAIS E DE ESTRUTURA FÍSICA ENTRE OUTROS PROBLEMAS, QUE PENSÁVAMOS NÓS, DO PIBID DE TOCANTINÓPOLIS, SERMOS OS ÚNICOS CONTEMPLADOS COM TAIS PROBLEMAS INSOLÚVEIS, QUE GRAÇAS A DEUS E A MUITAS LUTAS, ESTAMOS RESOLVENDO AOS POUCOS. PELO MENOS NÃO ESTAMOS MAIS DEBAIXO DAS ÁRVORES À SORTE DE TODOS OS EVENTOS NATURAIS...
EMBORA ESSA IMAGEM DE MINISTRAR AULA DEBAIXO DE MANGUEIRAS NOS REMETA A ALGO MAIS BUCÓLICO E ROMÂNTIVO, ESTILO CASIMIRO DE ABREU EM "MEUS OITO ANOS", PARA NÓS ESTE AMBIENTE TORNOU-SE UM ENTRAVE POR MUITAS QUESTÕES ENTRE ELAS A IMPRESSÃO DE RECREIO ETERNO, TALVEZ PORQUE A LIBERDADE SEJA ALGO QUE É MUITO DIFÍCIL, A PRIORI, DE SE ADMINISTRAR... ENFIM, MUITOS PORMENORES.
MAS ANALISANDO A ESCOLA EM QUESTÃO DE ESTRUTURA FÍSICA E DE ORGANIZAÇÃO, É UM SONHO DE CONSUMO DE TODO PROFESSOR, CONFESSO QUE FIQUEI TENTADA PELA PROFISSÃO (RISOS).
JÁ PENSOU NUM DIA DE MUITO CALOR,JÁ QUE AQUI É QUENTE DEMAIS, VOCÊ PODER LEVAR AS CRIANÇAS PARA A PISCINA? PODER LEVAR SEUS ALUNOS PARA EXPLORAR O LABORATÓRIO DE CIÊNCIAS? DANÇAR BALÉ, FAZER TEATRO,PRA AULA DE MÚSICA ETC...?
LÁ PARA NÓS É UM PARAÍSO, CÁ PARA NÓS É UM ENORME DESAFIO... NÃO TEMOS NADA DISSO, AS SALAS SÃO ABAFADAS, O LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA É MUITO PEQUENO E QUENTE, NÃO TEMOS BIBLIOTECA, AS CADEIRAS SÃO ULTRAPASSADAS E INADEQUADAS ENTRE OUTROS. MAS TENTAMOS FAZER ALGO DE BOM, PROVEITOSO, ÚTIL COM O POUCO QUE TEMOS, NEM QUE SEJA SÓ PARA OUVIR O OUTRO,SEUS ANSEIOS, SONHOS, DIFICULDADES...
TODOS OS DIAS VIVEMOS A PRÁXIS DA NOSSA PROFISSÃO, O QUE JÁ UM PONTO POSITIVO, A APROXIMAÇÃO DE TEORIA E PRÁTICA, DA UNIVERSIDADE E DA COMUNIDADE, DO ESCOLAR E DO EXTRAESCOLAR.
ASSIM, FUGIMOS DAQUELA VISÃO IDEAL DE CRIANÇA, POSTO QUE ESTA NÃO É UM ROBÔ PADRONIZADO, É SER HUMANO, PENSA, SENTE, VIVE, RI, CHORA, TEM PROBLEMAS, CRISES EXISTENCIAIS,SÃO SUJEITOS SOCIAIS, DETALHES QUE NÃO DEVEM PASSAR DESPERCEBIDOS.
APÓS NOSSA VISITA, PARTIMOS PARA A UFT PARA TRATAR DE ASSUNTOS DE ORDEM EXECUTIVA, PENSA NUMA XIQUEZA, QUE NADA SÓ MAIS TRABALHO! (RISOS) O BOM DISSO É QUE VAMOS PUBLICAR UM LIVRO, MUITO BOM POR SINAL, JÁ ESTOU FAZENDO A PROPAGANDA. EITA QUE NÃO TEM NEM RASCUNHO AINDA, MAS ELE SAI! (RISOS)
MAS FALANDO SÉRIO, EM BREVE ESTAREMOS COMPARTILHANDO COM VOCÊS QUERIDOS LEITORES MAIS UMA EMPREITADA, AGUARDEM QUE POR AÍ AINDA VÊM GRANDES SURPRESAS, TODAS AS EXPERIÊNCIAS DE UMA VIDA ACADÊMICA VIVENCIADA COM MUITA FORÇA E GARRA PRA CONTINUAR PERANTE A TANTOS OBSTÁCULOS. ESPERAMOS QUE GOSTEM DA NOSSA "PEDAGOGIA DAS MANGUEIRAS" E OUTROS CONTOS.
ABRAÇOS,
RITA DE CÁSSIA C. VIDAL
BRINCADEIRA, NA VERDADE NÓS RALAMOS BASTANTE, A VIDA DE PIBIDIANA NÃO É FÁCIL, AINDA MAIS PRA QUEM ESTÁ NO ESTÁGIO...
FOMOS A TRABALHO, CONHECER UMA ESCOLA MUNICIPAL DE TEMPO INTEGRAL QUE É MODELO EM PALMAS, A ESCOLA PADRE JOSIMO.
PROMOVEMOS UM ENCONTRO ENTRE OS BOLSISTAS PIBID QUE ATUAM NESTA ESCOLA E EM UMA OUTRA QUE FICA AO SUL.
OS PIBIDIANOS DE LÁ SÃO TAMBÉM DE LICENCIATURA MAS COM OUTRAS FORMAÇÕES, TEMOS FILÓSOFOS, GENTE QUE CANTA E TOCA, CENÓGRAFO, ATORES, DANÇARINOS E CIA. DESENVOLVEM UM TRABALHO NOTÁVEL, COM TODAS AS DIFICULDADES CONJUNTURAIS E DE ESTRUTURA FÍSICA ENTRE OUTROS PROBLEMAS, QUE PENSÁVAMOS NÓS, DO PIBID DE TOCANTINÓPOLIS, SERMOS OS ÚNICOS CONTEMPLADOS COM TAIS PROBLEMAS INSOLÚVEIS, QUE GRAÇAS A DEUS E A MUITAS LUTAS, ESTAMOS RESOLVENDO AOS POUCOS. PELO MENOS NÃO ESTAMOS MAIS DEBAIXO DAS ÁRVORES À SORTE DE TODOS OS EVENTOS NATURAIS...
EMBORA ESSA IMAGEM DE MINISTRAR AULA DEBAIXO DE MANGUEIRAS NOS REMETA A ALGO MAIS BUCÓLICO E ROMÂNTIVO, ESTILO CASIMIRO DE ABREU EM "MEUS OITO ANOS", PARA NÓS ESTE AMBIENTE TORNOU-SE UM ENTRAVE POR MUITAS QUESTÕES ENTRE ELAS A IMPRESSÃO DE RECREIO ETERNO, TALVEZ PORQUE A LIBERDADE SEJA ALGO QUE É MUITO DIFÍCIL, A PRIORI, DE SE ADMINISTRAR... ENFIM, MUITOS PORMENORES.
MAS ANALISANDO A ESCOLA EM QUESTÃO DE ESTRUTURA FÍSICA E DE ORGANIZAÇÃO, É UM SONHO DE CONSUMO DE TODO PROFESSOR, CONFESSO QUE FIQUEI TENTADA PELA PROFISSÃO (RISOS).
JÁ PENSOU NUM DIA DE MUITO CALOR,JÁ QUE AQUI É QUENTE DEMAIS, VOCÊ PODER LEVAR AS CRIANÇAS PARA A PISCINA? PODER LEVAR SEUS ALUNOS PARA EXPLORAR O LABORATÓRIO DE CIÊNCIAS? DANÇAR BALÉ, FAZER TEATRO,PRA AULA DE MÚSICA ETC...?
LÁ PARA NÓS É UM PARAÍSO, CÁ PARA NÓS É UM ENORME DESAFIO... NÃO TEMOS NADA DISSO, AS SALAS SÃO ABAFADAS, O LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA É MUITO PEQUENO E QUENTE, NÃO TEMOS BIBLIOTECA, AS CADEIRAS SÃO ULTRAPASSADAS E INADEQUADAS ENTRE OUTROS. MAS TENTAMOS FAZER ALGO DE BOM, PROVEITOSO, ÚTIL COM O POUCO QUE TEMOS, NEM QUE SEJA SÓ PARA OUVIR O OUTRO,SEUS ANSEIOS, SONHOS, DIFICULDADES...
TODOS OS DIAS VIVEMOS A PRÁXIS DA NOSSA PROFISSÃO, O QUE JÁ UM PONTO POSITIVO, A APROXIMAÇÃO DE TEORIA E PRÁTICA, DA UNIVERSIDADE E DA COMUNIDADE, DO ESCOLAR E DO EXTRAESCOLAR.
ASSIM, FUGIMOS DAQUELA VISÃO IDEAL DE CRIANÇA, POSTO QUE ESTA NÃO É UM ROBÔ PADRONIZADO, É SER HUMANO, PENSA, SENTE, VIVE, RI, CHORA, TEM PROBLEMAS, CRISES EXISTENCIAIS,SÃO SUJEITOS SOCIAIS, DETALHES QUE NÃO DEVEM PASSAR DESPERCEBIDOS.
APÓS NOSSA VISITA, PARTIMOS PARA A UFT PARA TRATAR DE ASSUNTOS DE ORDEM EXECUTIVA, PENSA NUMA XIQUEZA, QUE NADA SÓ MAIS TRABALHO! (RISOS) O BOM DISSO É QUE VAMOS PUBLICAR UM LIVRO, MUITO BOM POR SINAL, JÁ ESTOU FAZENDO A PROPAGANDA. EITA QUE NÃO TEM NEM RASCUNHO AINDA, MAS ELE SAI! (RISOS)
MAS FALANDO SÉRIO, EM BREVE ESTAREMOS COMPARTILHANDO COM VOCÊS QUERIDOS LEITORES MAIS UMA EMPREITADA, AGUARDEM QUE POR AÍ AINDA VÊM GRANDES SURPRESAS, TODAS AS EXPERIÊNCIAS DE UMA VIDA ACADÊMICA VIVENCIADA COM MUITA FORÇA E GARRA PRA CONTINUAR PERANTE A TANTOS OBSTÁCULOS. ESPERAMOS QUE GOSTEM DA NOSSA "PEDAGOGIA DAS MANGUEIRAS" E OUTROS CONTOS.
ABRAÇOS,
RITA DE CÁSSIA C. VIDAL
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