quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Relato Diário


RELATO DIÁRIO

Hoje quinta-feira dia onze de novembro de 2010, adentramos à escola municipal Alto da boa Vista II, para um dia de atividade com os alunos que fazem parte do programa, as crianças estavam eufóricas como já era de costume.
Todas entraram correndo até o local de realização das atividades do PIBID, o que nos deixa contente, pois isso demonstra o anseio que elas têm de estar participando das atividades realizadas durante o programa.
Como estamos próximos da semana da consciência negra, resolvemos trabalhar com os alunos uma peça teatral intitulada “A menina bonita do laço de fita”, onde os próprios alunos estarão fazendo parte da peça, tendo cada um o seu papel na apresentação teatral, entretanto como imprevistos acontecem e muitas vezes são inevitáveis, hoje não pudemos prosseguir com os ensaios devido a falta de material para o ensaio, portanto resolvemos fazer com os alunos uma atividade que já fora desenvolvida no início do programa. A atividade é o boliche de letras, onde a turma é dividida em dois grupos iguais, a bola é passada às mãos de um aluno que a joga nos litros, os que forem derrubados são recolhidos, e os alunos do grupo tem a tarefa de formarem o maior número possível de palavras, ao término do grupo, será a vez do outro grupo, e assim o jogo se repete até que todos os integrantes dos grupos tenham participado.
O diferencial desta vez, é que na primeira vez que trabalhamos este jogo, não foi cronometrado tempo para a formação de palavras, ou seja os alunos iam formando palavras até eles mesmos dizerem que não conseguiam mais formar palavras, e desta vez que a atividade foi trabalhada com tempo cronometrado, cada grupo tinha dois minutos para formarem palavras.
Percebemos que mesmo o tempo sendo curto, apenas dois minutos por grupo, os alunos estavam mais desenvolvidos, tanto na concentração, quanto na formação de palavras, pois eles tiveram avanço na formação das mesmas, conseguindo formar palavras mais complexas e maior número de palavras do que a primeira vez em que trabalhamos esta atividade, o que nos deixou bastante otimista quanto a realização de nossas atividades.

Naiana Silva

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES

Quando iniciamos as atividades do PIBID nas escolas, fui cheia de expectativas, esperava encontrar alunos alfabetizados e comportados, mas os meus  alunos não eram alfabetizados e nem tão comportados, fiquei desorientada pois não sabia o que fazer, fizemos treinamento e preparação, mas não me sentia capaz de contribuir para a formação desses alunos.
Mas com muita coragem e muita ajuda das colegas de equipe e do coordenador comecei a trabalhar com eles, evoluímos devagarzinho, cada dia uma conquista, todo dia ensinava e aprendia algo novo, então percebe com os meus educando - educadores, que  antes de ensiná-los é preciso conhecê-los. Pois bem, depois que aprende a ouvi-los e a tentar compreende-los,  nossas atividades começaram a dar certo, mas isso não significa que não temos problemas, temos sim, a diferença é que agora  temos  condições de resolve-los.
Creio que todas as vinte bolsistas do PIBID aprenderam uma grande lição nesses meses que estamos com os nossos alunos – professores: antes de serem  alunos, eles são pessoas, que precisam tanto de instrução escolar quanto de atenção e compreensão dos seus educadores. Pois se o papel principal da escola é formar seres sociáveis, é preciso que os professores entendam e  compreendam  que seus alunos são seres humanos, com defeitos e qualidades.
LEIDIANE MARTINS DOS SANTOS.

ENTRE CINECLUBINHO E BRINQUEDOTECA

Brinquedoteca e Cineclubinho de Tocantinópolis fazem atividades em parceira com o PIBID.
Durante os dias 22 e 23/09 (desta semana) e 27 e 28/09 (da próxima semana), os alunos das Escolas Municipais Walfredo Campus Maia e Alto da Boa Vista II, que são acompanhados pelas bolsistas do PIBID, estão sendo recebidos no Campus Universitário de Tocantinópolis para realizarem atividades junto aos projetos de extensão Brinquedoteca Mário de Andrade e Cineclubinho UFToca.
A parceria entre Brinquedoteca, Cineclubinho e PIBID/Tocantinópolis é uma oportunidade para oferecer aos alunos um conjunto de atividades que envolvem brincadeiras, leituras, arte e cultura. Na Brinquedoteca as crianças podem optar por um conjunto de brinquedos, livros infantis e jogos educativos e no Cineclubinho podem assistir um bom filme no telão. Esse momento, além de ser especial para as crianças que vêm à Universidade, também é apropriado para que os estudantes do curso de Pedagogia possam observar e executar atividades educativas a partir de momentos lúdicos.
O resultado destas atividades deverão ser objeto de análises, debates e produções textuais, tanto para bolsistas quanto para professores (as) e demais estudantes envolvidos nos projetos.
As crianças se envolvem na leitura com a bolsista















Crianças, supervisora da escola e bolsistas dos projetos PIBID, Brinquedoteca e Cineclubinho despedem-se da tarde gostosa

Visita à brinquedoteca

Durante os dias normais de atividades do PIBID na escola, algumas crianças costumam chegar atrasadas. Mas hoje (vinte e oito de setembro de dois mil e dez), dia de ir para a universidade todas as crianças foram pontuais. Compareceram vinte e sete alunos. Percebíamos em cada criança um euforismo, uma alegria em entrar num ônibus(micro) e fazer uma viagem, uma breve viagem, mas, uma viagem. Para elas foi uma aventura e tanto.
Chegando à universidade, todos estavam ansiosos para entrar na brinquedoteca, era quase impossível conter a curiosidade de saber o que existia atrás daquela porta.
No entanto resolvemos iniciar as atividades contando uma história, ou melhor a vovó Naná (fantoche) contou a história de "Sansão" para a sua netinha Leleca (fantoche) e para toda a criançada. Quando a vovó terminou de contar a história, perguntou a eles se haviam gostado, todos responderam que sim. A vovó Naná foi tirar seu cochilo de toda tarde e a criançada adentrou à brinquedoteca. A algazarra foi tão grande, foi tão grande que levamos um susto, as crianças conversavam entre si a respeito dos brinquedos enquanto os escolhiam. Havíamos planejado utilizar alguns jogos como quebra-cabeça, dominó, mas isso no primeiro momento não foi possível. Somente alguns minutos depois, quando já haviam explorado muito bem o ambiente é que conseguimos que algumas crianças começassem a utilizar os jogos. Um carro de plástico que cabe uma criança dentro foi a grande sensação da tarde para os meninos.Todos queriam dirigí-lo. Houve até criança (Messias) que chorou para não sair do carro, só ele queria andar, mas acabou(por livre e espontânea pressão) saindo do carro para que outros pudessem desfrutar daquele brinquedo tão cobiçado.
Enquanto estávamos ali, observando-os naquela alegria e brincando com eles, o tempo passou tão depressa que quando percebemos já era hora de lanchar e voltar para casa.
Temos plena convicção que esse dia será guardado para sempre na memória daquelas crianças que na grande maioria não possui condições financeiras de adquirir alguns tipos de brinquedos existentes na brinquedoteca. Nos sentimos felizes e agradecidas a toda a equipe da brinquedoteca e do cineclubinho, pelo apoio, ajuda, paciência e compreensão

terça-feira, 16 de novembro de 2010

OFICINA MONTESSORI

NOS DIAS 14, 15 E 16 DE OUTUBRO, AQUI NA UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS- UFT, TOCANTINÓPOLIS, FOI REALIZADA A SEMANA ACADÊMICA DE PEDAGOGIA, E NÓS, AO ESTUDARMOS MARIA MONTESSORI TANTO EM FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO, ONDE PRODUZIMOS UM ARTIGO, QUANTO EM FUNDAMENTOS E METODOLOGIAS DO TRABALHO EM EDUCAÇÃO INFANTIL, CONFIGURAMOS UMA OFICINA E APRESENTAMOS NA SEMANA ACADÊMICA.


PARA COMPREENDERMOS COMO SE DÁ O PROCESSO EDUCATIVO EM MONTESSORI, APRESENTO UMA PARTE DO ARTIGO PRODUZIDO POR MIM (RITA DE CÁSSIA), ONDE DISCUTO, DE FORMA GERAL, A TEORIA DE MARIA MONTESSORI NA EDUCAÇÃO:



MARIA MONTESSORI



A educação para Montessori é uma educação para a liberdade, está ligada ao pleno desenvolvimento do indivíduo, de suas capacidades motrizes e atividades enquanto seres independentes.

Nesse âmbito, coisas simples como calçar um sapato, abotoar a camisa, organizar os brinquedos após a brincadeira, devem ser trabalhadas com as crianças para que estas não dependam dos adultos para fazê-lo.

Uma das grandes contribuições de Montessori é o uso de materiais, que a mesma planejou para propiciar à criança o maior aguçamento dos seus sentidos ao mesmo tempo em que se trabalha a apreensão cognitiva. Por exemplo, para a criança que ainda não está na fase de abstração, é mais condizente trabalhar bem com ela o que é empírico, concreto, como as formas geométricas, texturas, altura, quantidades etc., para que a mesma possa desenvolver bem esse aspecto natural de modo que, mais adiante se torne capaz de abstrair esses conhecimentos e, assim, dominar tanto o concreto quanto o abstrato.

Esse conhecimento dá-se de maneira individual, posto que em Montessori, toda educação é auto-educação e, embora as crianças estejam em grupo a aprendizagem não é grupal, desta forma mantém-se o foco no indivíduo, o que rendeu algumas críticas a esta autora por parte do movimento da Escola Nova.

Na linha montessoriana, o papel do professor é apenas orientar a criança em suas atividades psíquicas e propiciar um ambiente adequado às suas disposições naturais, isto é, ao seu desenvolvimento que ocorrerá naturalmente no decorrer de sua evolução, instigando assim, sua atividade espontânea.

Liberdade para Montessori não quer dizer espontaneísmo, fazer o que se quer sem disciplina ou regras, tanto que a educação moral se faz muito presente. Mas a liberdade adquire o sentido de autonomia e independência dentro dos limites do meio, ao mesmo tempo em que se faz o uso desse ambiente de forma a satisfazer uma necessidade pessoal, também se trabalha a concepção de que o espaço do outro deve ser respeitado, portanto, o que eu fizer não pode prejudicá-lo e vice-versa.

Por exemplo, numa sala de aula, tanto o professor quanto os alunos não devem gritar, sendo que isto pode atrapalhar as atividades dos demais, o que significaria agir inconscientemente e, deste modo, não vivenciar a liberdade e tampouco fazer uso dela.

Como dito anteriormente, independência e autonomia são as bases do sistema educativo em Montessori que, pressupõe dentro de uma rede de atividades, a livre escolha de ocupação por parte da criança, o que de certa forma leva a um isolamento, porém toda atividade é cooperativa para que se possa vivenciar a socialização de todos, pois o simples fato de uma criança respeitar a fala do outro, contribui para o processo de socialização e respeito, embora muitas vezes realize tarefas isoladamente.

A prática do pensar é solitária, e é perfeitamente natural criança descobrir o seu entorno,o que não se deve é inculcar-lhe o aprisionamento em si mesma que possa transportá-la a um narcisismo, e é por isso que o educador deve estar sempre atento, observando e orientando seus alunos moral e eticamente.



A PARTIR DOS SUBSÍDIOS TEÓRICOS ACERCA DE MONTESSORI, ESTRUTURAMOS A OFICINA E APRESENTAMOS!
FOI MARAVILHOSO, APRENDEMOS MUITO MAIS COM ALGO QUE ESTRUTURAMOS E PRODUZIMOS DO QUE SÓ DENTRO DE SALA. NÓS COMPARTILHAMOS NOSSO SABER COM OUTRAS PESSOAS, RECEBEMOS SUAS CRÍTICAS QUE FORAM FEITAS COM MUITO RESPEITO, ENFIM , FOI MUITO PROVEITOSO.
ESPERO QUE POSSAMOS APRESENTAR BEM MAIS E CADA VEZ MELHOR.
 
 
By Rita de Cássia C. Vidal