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domingo, 18 de setembro de 2011

Educação não escolar: notas reflexivas

Unidade III: Educação não formal e cultura política.
GOHN, Maria da Glória. Educação não-formal e cultura política. 3ª Ed., SP: Cortez, 2001.
GOHN, Maria da Glória. O Protagonismo da Sociedade Civil. SP: Cortez, 2005.

Unidade IV: Teorias clássicas e ações coletivas.
GOHN, Maria da Glória. Teoria dos Movimentos Sociais: paradigmas clássicos e contemporâneos. 4ª Ed., SP: Loyola, 2004.
GOHN, Maria da Glória. Movimentos Sociais e Educação. 6ª Ed., SP: Cortez, 2005.


Na primeira obra citada “Educação não formal e cultura política”, de Maria da Glória Gohn, observamos que a autora faz uma análise histórica do conceito de cultura nos âmbitos filosófico, antropológico e sociológico, onde esta é a lente pela qual o homem vê o mundo, para depois compor uma discussão mais direta acerca da cultura de massa, que é impressa pela classe dominante, cultura política, que é o recorte do mundo dos fenômenos políticos e cultura popular, que é criada e recriada pelos sujeitos.
De maneira sintética, pudemos absorver a idéia de que para se entender a educação não formal é necessário compreender todos esses campos de atuação, bem como ter clareza de que a cultura perpassa todas as áreas do saber e da sociedade e posto que possui  “tradição e consistência teórica” (Gohn, 2001, p. 21), auxilia numa análise profunda acerca da realidade.
Nesse sentido, a autora desenvolve seu pensamento tendo como base o processo de globalização, o qual exige o domínio das novas tecnologias imprimindo, desta maneira, novas demandas sociais para a educação, saúde etc., posto que o não domínio destas tecnologias implica em exclusão dos sujeitos, já que o fluxo de informações é muito intenso. Partindo dessa discussão, podemos então indagar, que cenário se desenha nesse contexto? Como enfrentar os novos desafios gerados pelo processo de globalização? E qual o papel da educação e o que lhe compete? Estas e outras questões permeiam o cerne das discussões presentes em Gohn.
            Partindo do pressuposto de que a cultura é fundamental para entendermos como se processa a educação não formal, apontamos o filme “Anel de Tucum” como um exemplo para compreendermos melhor essa questão. O filme retrata a luta e a força de diversos grupos sociais, ou seja, de diversas culturas, por exemplo: dos índios, negros, MST etc., que se encontram marginalizados perante a sociedade. No filme percebe-se que a intenção desses sujeitos não é de fazer baderna, bagunça, confusão como muitas pessoas acham, estes lutam por direitos que outrora já tinham sido concedidos através da Constituição Federal de 1988, como: propriedade, educação, saúde, alimentação, lazer etc., mas como vimos esses direitos na realidade estão longe de serem cumpridos e/ou ofertados a todos os cidadãos da sociedade brasileira. Desse modo, esses grupos sociais lutam para terem seus direitos respeitados e para poderem usufruir dessa cidadania. Nota-se uma grande consciência política por parte desses sujeitos, quando vão à luta por seus direitos, por sua cultura, unindo-se a outras, dessa maneira fortalecendo-se ainda mais promovendo assim grande interação entre os grupos, posto que as reivindicações são quase sempre as mesmas e, portanto concorrendo para a emancipação dos atores envolvidos.  
Com a globalização também surgem novas formas de dominação como a chamada terceira via ou terceiro setor, no seio das ONGs e entidades filantrópicas sem fins lucrativos, porém é preciso ressaltar que as ações desenvolvidas pelo “terceiro setor” são funcionalidades do projeto neoliberal, pois desarticulam e esvaziam as lutas dos movimentos sociais ao traçar para estes uma posição setorial, homogeneizando a sociedade civil através da ideologia presente no conceito de solidariedade. Há claramente uma transferência de responsabilidades estatais para as entidades do “terceiro setor” as quais produzem um padrão de resposta a curto prazo que não dá conta das sequelas sociais como um todo, porque não se trata de uma política de direitos assegurados mas antes de ações que geram dependências de boa parcela das “questões sociais” como projetos contra fome e miséria, violência etc.

Rita e Simone


By Rita de Cássia

terça-feira, 10 de maio de 2011

VIAGEM PRA CAPITÁR!

OI PESSOAL! E AÍ VOCÊS GOSTAM DE VIAJAR? POIS NÓS FOMOS A PALMAS DIA 05 DE MAIO, SÓ PASSEAR, QUE BELEZA HEIN?!
BRINCADEIRA, NA VERDADE NÓS RALAMOS BASTANTE, A VIDA DE PIBIDIANA NÃO É FÁCIL, AINDA MAIS PRA QUEM ESTÁ NO ESTÁGIO...
FOMOS A TRABALHO, CONHECER UMA ESCOLA MUNICIPAL DE TEMPO INTEGRAL QUE É MODELO EM PALMAS, A ESCOLA PADRE JOSIMO.
PROMOVEMOS UM ENCONTRO ENTRE OS BOLSISTAS PIBID QUE ATUAM NESTA ESCOLA E EM UMA OUTRA QUE FICA AO SUL.
OS PIBIDIANOS DE LÁ SÃO TAMBÉM DE LICENCIATURA MAS COM OUTRAS FORMAÇÕES, TEMOS FILÓSOFOS, GENTE QUE CANTA E TOCA, CENÓGRAFO, ATORES, DANÇARINOS E CIA. DESENVOLVEM UM TRABALHO NOTÁVEL, COM TODAS AS DIFICULDADES CONJUNTURAIS E DE ESTRUTURA FÍSICA ENTRE OUTROS PROBLEMAS, QUE PENSÁVAMOS NÓS, DO PIBID DE TOCANTINÓPOLIS, SERMOS OS ÚNICOS CONTEMPLADOS COM TAIS PROBLEMAS INSOLÚVEIS, QUE GRAÇAS A DEUS E A MUITAS LUTAS, ESTAMOS RESOLVENDO AOS POUCOS. PELO MENOS NÃO ESTAMOS MAIS DEBAIXO DAS ÁRVORES À SORTE DE TODOS OS EVENTOS NATURAIS...
EMBORA ESSA IMAGEM DE MINISTRAR AULA DEBAIXO DE MANGUEIRAS NOS REMETA A ALGO MAIS BUCÓLICO E ROMÂNTIVO, ESTILO CASIMIRO DE ABREU EM "MEUS OITO ANOS", PARA NÓS ESTE AMBIENTE TORNOU-SE UM ENTRAVE POR MUITAS QUESTÕES ENTRE ELAS A IMPRESSÃO DE RECREIO ETERNO, TALVEZ PORQUE A LIBERDADE SEJA ALGO QUE É MUITO DIFÍCIL, A PRIORI, DE SE ADMINISTRAR... ENFIM, MUITOS PORMENORES.
MAS ANALISANDO A ESCOLA EM QUESTÃO DE ESTRUTURA FÍSICA E DE ORGANIZAÇÃO, É UM SONHO DE CONSUMO DE TODO PROFESSOR, CONFESSO QUE FIQUEI TENTADA PELA PROFISSÃO
(RISOS).
JÁ PENSOU NUM DIA DE MUITO CALOR,JÁ QUE AQUI É QUENTE DEMAIS, VOCÊ PODER LEVAR AS CRIANÇAS PARA A PISCINA? PODER LEVAR SEUS ALUNOS PARA EXPLORAR O LABORATÓRIO DE CIÊNCIAS? DANÇAR BALÉ, FAZER TEATRO,PRA AULA DE MÚSICA ETC...?
LÁ PARA NÓS É UM PARAÍSO, CÁ PARA NÓS É UM ENORME DESAFIO... NÃO TEMOS NADA DISSO, AS SALAS SÃO ABAFADAS, O LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA É MUITO PEQUENO E QUENTE, NÃO TEMOS BIBLIOTECA, AS CADEIRAS SÃO ULTRAPASSADAS E INADEQUADAS ENTRE OUTROS. MAS TENTAMOS FAZER ALGO DE BOM, PROVEITOSO, ÚTIL COM O POUCO QUE TEMOS, NEM QUE SEJA SÓ PARA OUVIR O OUTRO,SEUS ANSEIOS, SONHOS, DIFICULDADES...
TODOS OS DIAS VIVEMOS A PRÁXIS DA NOSSA PROFISSÃO, O QUE JÁ UM PONTO POSITIVO, A APROXIMAÇÃO DE TEORIA E PRÁTICA, DA UNIVERSIDADE E DA COMUNIDADE, DO ESCOLAR E DO EXTRAESCOLAR.
ASSIM, FUGIMOS DAQUELA VISÃO IDEAL DE CRIANÇA, POSTO QUE ESTA NÃO É UM ROBÔ PADRONIZADO, É SER HUMANO, PENSA, SENTE, VIVE, RI, CHORA, TEM PROBLEMAS, CRISES EXISTENCIAIS,SÃO SUJEITOS SOCIAIS, DETALHES QUE NÃO DEVEM PASSAR DESPERCEBIDOS.
APÓS NOSSA VISITA, PARTIMOS PARA A UFT PARA TRATAR DE ASSUNTOS DE ORDEM EXECUTIVA, PENSA NUMA XIQUEZA, QUE NADA SÓ MAIS TRABALHO!
(RISOS) O BOM DISSO É QUE VAMOS PUBLICAR UM LIVRO, MUITO BOM POR SINAL, JÁ ESTOU FAZENDO A PROPAGANDA. EITA QUE NÃO TEM NEM RASCUNHO AINDA, MAS ELE SAI! (RISOS)
MAS FALANDO SÉRIO, EM BREVE ESTAREMOS COMPARTILHANDO COM VOCÊS QUERIDOS LEITORES MAIS UMA EMPREITADA, AGUARDEM QUE POR AÍ AINDA VÊM GRANDES SURPRESAS, TODAS AS EXPERIÊNCIAS DE UMA VIDA ACADÊMICA VIVENCIADA COM MUITA FORÇA E GARRA PRA CONTINUAR PERANTE A TANTOS OBSTÁCULOS. ESPERAMOS QUE GOSTEM DA NOSSA "PEDAGOGIA DAS MANGUEIRAS" E OUTROS CONTOS.
ABRAÇOS,
RITA DE CÁSSIA C. VIDAL