quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

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O ÁUDIO VISUAL COMO RECURSO DIDÁTICO: a experiência do PIBID de Tocantinópolis-TO

Aurineide Carneiro dos Santos1
Leidiane Martins dos Santos2
Maria do Socorro de Oliveira Castro3
Mayra Alves dos Santos Silva4
Naiana Silva Pereira5


RESUMO

Este artigo se propõe a contribuir no processo de aprendizagem através das histórias infantis por meio da utilização do áudio visual, tendo como objetivo principal auxiliar na alfabetização das crianças, mediante atividades que desenvolvam o interesse dos educandos pela leitura enquanto fonte de prazer. Através do áudio visual envolver as crianças no mundo das letras para acelerar o processo de aquisição da leitura e da escrita. Foram trabalhados os filmes: UP Altas Aventuras, Alice no País das Maravilhas, A Princesa e o Sapo e George o Curioso, os filmes foram trabalhados na Escola Alto da Boa Vistam II com a parceria da Universidade Federal do Tocantins- Campus de Tocantinópolis parceria com o Cineclubinho. O objetivo maior foi desenvolver uma aprendizagem significativa através das histórias infantis trabalhadas com áudio visual. Todo trabalho foi feito através de muitas pesquisas e estudo para aliar a teoria e a prática vivenciada, mostrando a importância das histórias infantis no processo de desenvolvimento das crianças.

Palavras- chaves: Aprendizagem, Áudio visual, História, Leitura.


INTRODUÇÃO

  O presente artigo, cujo título “O áudio visual como recurso didático: a Experiência do PIBID de Tocantinópolis” irá relatar nossas experiências através da utilização do áudio visual como recurso didático. Essas experiências foram planejadas e executadas no Programa Institucional de Iniciação à Docência (PIBID), na Escola Municipal Alto da Boa Vista II, na cidade de Tocantinópolis-TO.
  Nosso objetivo ao levar os alunos para o espaço cineclubinho, localizado na Universidade Federal do Tocantins (UFT), campus de Tocantinópolis – TO, não era apenas entreter os alunos, mas sim proporcionar aos mesmos a oportunidade de obterem o conhecimento através de uma nova metodologia de aprendizagem. Após cada exibição dos filmes, eram desenvolvidas atividades diversas, priorizando o caráter lúdico. Era solicitado aos alunos, o desenho livre, a conversa e discussão sobre os filmes, a relação do mesmo com o cotidiano, entre outros.
  A linguagem audiovisual atinge várias camadas sociais, torna-se parte da vida das pessoas, vivemos cercados por um novo tipo de linguagem: a midiática. A linguagem midiática faz parte do quotidiano das crianças de diferentes idades e com contextos sociais e culturais totalmente distintos. Hoje, inegavelmente a grande maioria das crianças utiliza o audiovisual como forma de diversão e entretenimento.
   O áudio visual também é uma forma de educação, sendo que educação segundo Durkheim (1975, p. 71) é: ''[...] a ação exercida sobre as crianças pelos pais e pelos professores'', sendo assim quando uma criança chega ao ambiente escolar já possui diversos conhecimentos, inclusive o midiático, pois este faz parte do seu convívio familiar e social.
  Segundo Locatelli e Pereira (2010, p. 03)
Hoje uma criança chega à escola portadora de um novo tipo de alfabetização, a audiovisual, que carrega em si á perspectiva de uma aprendizagem lúdica, onde a aquisição do conhecimento se dá de uma forma prazerosa, mas significativa, por isso duradoura.
  Foi baseada nessa perspectiva que nós enquanto bolsistas do programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), levamos nossos alunos para assistirem diversos filmes, exibidos tanto no espaço cineclubinho UFT/ Toca, na UFT de Tocantinópolis, quanto na escola onde atuamos enquanto bolsistas. O projeto cineclubinho, segundo suas coordenadoras, tem o intuito de promover o audiovisual como agente de desenvolvimento cultural e social, atuando como ferramenta no processo de educação.
  Para Napolitano (2003, p. 11)
Trabalhar com cinema em sala de aula é ajudar a escola a reencontrar a cultura, ao mesmo tempo cotidiana e elevada, pois o cinema é o campo no qual a estética, o lazer a ideologia e os valores sociais mais amplos são sintetizados numa mesma obra de arte.
  Sendo assim, podemos constatar que trabalhar com o áudio visual como recurso didático proporcionou aos alunos a possibilidade de promover e estimular a fantasia, o imaginário infantil, o desenvolvimento emocional, social e cognitivo dos mesmos.
  As histórias são ferramentas importantíssimas na formação do indivíduo enquanto sujeito pensante. Por isso, devem ser trabalhadas enquanto fonte de prazer, motivando os alunos a uma aprendizagem significativa e não como apenas mera decodificação do código escrito. Nesta mesma linha de pensamento ABRAMOVICH (1997, p. 143) diz que:
São através duma história que se podem descobrir outros lugares, outros tempos, outros jeitos de agir e ser, outra ética, outra ótica... È ficar sabendo história, geografia, filosofia, política, sociologia, sem precisar saber o nome disso tudo e muito menos achar que tem cara de aula... Porque, se tiver, deixa de ser literatura, deixa de ser prazer e passa a ser didática, que é outro departamento (não tão preocupado em abrir as portas da compreensão do mundo).
  Com isso, as histórias devem ser trabalhadas de uma maneira que a criança sinta prazer. A criança que, desde muito cedo, entra em contato com
histórias infantis terá uma compreensão maior de si e do outro; terá a oportunidade de desenvolver seu potencial criativo alargando seus horizontes da cultura e do conhecimento; terá, ainda, uma visão melhor do mundo e da realidade que a cerca.


1 Graduanda em Pedagogia, bolsista PIBID, Campus de Tocantinópolis-TO
2 Graduanda em Pedagogia, bolsista PIBID, Campus de Tocantinópolis-TO
3 Graduanda em Pedagogia, bolsista PIBID, Campus de Tocantinópolis-TO
4 Graduanda em Pedagogia, bolsista PIBID, Campus de Tocantinópolis-TO
5 Graduanda em Pedagogia, bolsista PIBID, Campus de Tocantinópolis-TO



BIBLIOGRAFIA

ABRAMOVICH, Fanny. Literatura infantil: gostosuras e bobices / Fanny Abramovich São Paulo: Scipione, 1997.


BRASIL, MEC/SEF. Parâmetros Nacionais para a Educação Infantil – Volume 2. Brasília, DF: MEC/SEF, 2006.


DURKHEIM, David Émile. Educação e sociologia. São Paulo, melhoramentos, 1975


LOCATELLI, A. S. ; PEREIRA, F. A. . A linguagem audiovisual enquanto recurso lúdico na alfabetização. In: VIII Simpósio de Educação Alfabetização e letramento, 2010, Miracema. VIII Simpósio de Educação Alfabetização e letramento. Miracema, 2010


NAPOLITANO, Marcos. Como usar o cinema na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2003.


Post by Rita de Cássia

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