segunda-feira, 26 de julho de 2010

texto comparativo

Equipe I Alto da Boa VistaII

A IMPORTÂNCIA DO ATO DE LER
Paulo Freire

Para Paulo Freire ler era muito mais que decodificar palavras; ler era perceber tudo a nossa volta, até o que não julgássemos importante para tanto nos conta um pouco de como foi seu aprendizado quanto a ler textos e palavras.
Com este texto contando suas lembranças de criança o autor nos convence que ler é gostoso, mesmo que não se conheça as letras ou palavras escritas, e que conhecer o mundo, o nosso mundo, é o primeiro passo para nos tornarmos bons leitores. O fato de termos curiosidade de conhecer o mundo não nos torna pequenos adultos mas, leitores preparados, com uma compreensão ampla.
Paulo Freire relata a importância que seus pais tiveram quando ele começou a ler a palavra escrita. O ponto chave do texto de Paulo Freire é que temos que alfabetizar as crianças com algo que faça parte do mundo delas e para tanto não precisamos de quadro negro e giz. As crianças podem e devem ser alfabetizadas em casa e a escola tem a obrigação de aperfeiçoar este conhecimento.
Paulo Freire diz ainda que ao forçarmos o aluno a ler textos e mais texto sem que estes despertem o interesse da criança, a leitura não será feita de maneira prazerosa, será feita por obrigação. Leituras realizadas dessa maneira são enfadonhas, sem sentido e não proporcionam o desenvolvimento do leitor.




O QUE É LEITURA
Maria Helena Martim

Para a autora ler é perceber o objeto em sua essência total e o mesmo deve acontecer com pessoas. Ela ressalta que ler é muito mais que decifrar sinais que é algo mecânico, principalmente quando o assunto não é interessante fazemos uma leitura forçada que não nos possibilita a sua compreensão. A falta de compreensão tira o sentido da leitura para a vida do leitor.
A autora cita Paulo Freire que nos ensina a leitura de mundo que precede a leitura da palavra. Ainda no seu texto O que é leitura, contamos com duas sínteses literárias em um esforço para aprender a ler: Tarzan e Sartre tinham a curiosidade que se transformara em necessidade de desvendar e conhecer o segredo do mundo.
Maria Helena Martins diz que ler é se utilizar de todo conhecimento vivido e tentar resolver problemas que se apresentam na realidade, este é o lado bom da leitura. Dependendo do meio em que vivemos podemos ter formas distintas de leitura; uma trabalhadora rural diz não saber ler por isso não entende a televisão, ela associa a leitura da tv com a leitura de textos por isso rompe com a mesma. Segundo a autora ela se conforma com o fato de não saber ler por que não lhe causa frustração diante da realidade, ou seja ela não era incapaz de aprender a ler textos escritos só preferiu se conformar com a realidade dela.
Saber ler e escrever significa poder e liberdade, devido a isso o acesso a leitura, ao conhecimento é tão restrito. A autora faz uma crítica aos livros didáticos que ela chama manual da ignorância que atrapalha o aluno a desenvolver o gosto pela leitura, é mais correto ao professor construir uma leitura com o aluno do que para o aluno.
Ler e interpretar um texto depende do estado de espírito que estamos, por isso a necessidade dos três níveis de leitura: sensorial, emocional e racional. Sensorial – neste tipo de leitura temos que saber que antes de ser um texto escrito, o livro é um objeto, tem forma, cor, textura, volume e cheiro. Emocional – ficamos frágeis e vulneráveis pois escapam ao nosso controle, por isso nos emocionamos quando vemos cenas românticas ou trágicas em filmes e novelas. Racional – é uma leitura intelectual, sensata e refletida, quando conversamos com o autor e acompanhamos sua linha de raciocínio para resolver questões impostas por ele.


ANÁLISE COMPARATIVA


Tanto Maria Helena Martins quanto Paulo Freire concordam que a leitura e o conhecimento nos dão poder, por isso é tão restrito, ambos tem opiniões comuns quanto a leitura, tanto que Maria Helena cita Paulo Freire, eles concordam que ler é bom e gostoso e não um sacrifício. Ela usa três níveis de leitura: emocional, sensorial e racional. Tais níveis nos possibilitam compreender que para haver uma boa leitura é necessário prática e um exercício de ler.

Paulo Freire conta momentos de sua infância onde tudo que precisar para aprender a ler foi a sombra de uma mangueira, um graveto e o chão do quintal. O exemplo de Paulo Freire nos mostra a leitura como sendo parte de nós. O que temos que fazer é conduzir esse conhecimento já existente desde sempre para a leitura da palavra escrita, já que a leitura de mundo é velha conhecida.

Um comentário:

  1. Cleomar Locatelli27 de julho de 2010 05:02

    Se ler é um instrumento de poder não podemos pensar que será fácil se tornar um leitor ou ajudar alguém a se tornar leitor. Essa tarefa exige muita preparação e dedicação.
    Gostei da relação feita com o livro de Paulo Freire.
    Só uma coisa: quem faz parte da equipe I do Alto da Boa Vista II?

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