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terça-feira, 16 de novembro de 2010

OFICINA MONTESSORI

NOS DIAS 14, 15 E 16 DE OUTUBRO, AQUI NA UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS- UFT, TOCANTINÓPOLIS, FOI REALIZADA A SEMANA ACADÊMICA DE PEDAGOGIA, E NÓS, AO ESTUDARMOS MARIA MONTESSORI TANTO EM FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO, ONDE PRODUZIMOS UM ARTIGO, QUANTO EM FUNDAMENTOS E METODOLOGIAS DO TRABALHO EM EDUCAÇÃO INFANTIL, CONFIGURAMOS UMA OFICINA E APRESENTAMOS NA SEMANA ACADÊMICA.


PARA COMPREENDERMOS COMO SE DÁ O PROCESSO EDUCATIVO EM MONTESSORI, APRESENTO UMA PARTE DO ARTIGO PRODUZIDO POR MIM (RITA DE CÁSSIA), ONDE DISCUTO, DE FORMA GERAL, A TEORIA DE MARIA MONTESSORI NA EDUCAÇÃO:



MARIA MONTESSORI



A educação para Montessori é uma educação para a liberdade, está ligada ao pleno desenvolvimento do indivíduo, de suas capacidades motrizes e atividades enquanto seres independentes.

Nesse âmbito, coisas simples como calçar um sapato, abotoar a camisa, organizar os brinquedos após a brincadeira, devem ser trabalhadas com as crianças para que estas não dependam dos adultos para fazê-lo.

Uma das grandes contribuições de Montessori é o uso de materiais, que a mesma planejou para propiciar à criança o maior aguçamento dos seus sentidos ao mesmo tempo em que se trabalha a apreensão cognitiva. Por exemplo, para a criança que ainda não está na fase de abstração, é mais condizente trabalhar bem com ela o que é empírico, concreto, como as formas geométricas, texturas, altura, quantidades etc., para que a mesma possa desenvolver bem esse aspecto natural de modo que, mais adiante se torne capaz de abstrair esses conhecimentos e, assim, dominar tanto o concreto quanto o abstrato.

Esse conhecimento dá-se de maneira individual, posto que em Montessori, toda educação é auto-educação e, embora as crianças estejam em grupo a aprendizagem não é grupal, desta forma mantém-se o foco no indivíduo, o que rendeu algumas críticas a esta autora por parte do movimento da Escola Nova.

Na linha montessoriana, o papel do professor é apenas orientar a criança em suas atividades psíquicas e propiciar um ambiente adequado às suas disposições naturais, isto é, ao seu desenvolvimento que ocorrerá naturalmente no decorrer de sua evolução, instigando assim, sua atividade espontânea.

Liberdade para Montessori não quer dizer espontaneísmo, fazer o que se quer sem disciplina ou regras, tanto que a educação moral se faz muito presente. Mas a liberdade adquire o sentido de autonomia e independência dentro dos limites do meio, ao mesmo tempo em que se faz o uso desse ambiente de forma a satisfazer uma necessidade pessoal, também se trabalha a concepção de que o espaço do outro deve ser respeitado, portanto, o que eu fizer não pode prejudicá-lo e vice-versa.

Por exemplo, numa sala de aula, tanto o professor quanto os alunos não devem gritar, sendo que isto pode atrapalhar as atividades dos demais, o que significaria agir inconscientemente e, deste modo, não vivenciar a liberdade e tampouco fazer uso dela.

Como dito anteriormente, independência e autonomia são as bases do sistema educativo em Montessori que, pressupõe dentro de uma rede de atividades, a livre escolha de ocupação por parte da criança, o que de certa forma leva a um isolamento, porém toda atividade é cooperativa para que se possa vivenciar a socialização de todos, pois o simples fato de uma criança respeitar a fala do outro, contribui para o processo de socialização e respeito, embora muitas vezes realize tarefas isoladamente.

A prática do pensar é solitária, e é perfeitamente natural criança descobrir o seu entorno,o que não se deve é inculcar-lhe o aprisionamento em si mesma que possa transportá-la a um narcisismo, e é por isso que o educador deve estar sempre atento, observando e orientando seus alunos moral e eticamente.



A PARTIR DOS SUBSÍDIOS TEÓRICOS ACERCA DE MONTESSORI, ESTRUTURAMOS A OFICINA E APRESENTAMOS!
FOI MARAVILHOSO, APRENDEMOS MUITO MAIS COM ALGO QUE ESTRUTURAMOS E PRODUZIMOS DO QUE SÓ DENTRO DE SALA. NÓS COMPARTILHAMOS NOSSO SABER COM OUTRAS PESSOAS, RECEBEMOS SUAS CRÍTICAS QUE FORAM FEITAS COM MUITO RESPEITO, ENFIM , FOI MUITO PROVEITOSO.
ESPERO QUE POSSAMOS APRESENTAR BEM MAIS E CADA VEZ MELHOR.
 
 
By Rita de Cássia C. Vidal

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Resenha

O QUE É LEITURA.

MARTINS, Maria Helena. O que é leitura. 19 ed. São Paulo: Brasiliense, 1994.
(Coleção Primeiros Passos).

O que é Leitura de Maria Helena Martins apresenta alguns tipos de leitura, ou seja, não se limita somente em ler palavras, mas fazer leitura de determinadas situações, sobretudo lutar para não nos tornarmos seres desvairados.
No decorrer do livro a autora cita inúmeros exemplos de leitura de mundo, narrando às sensações que a leitura do mundo nos causa e a preferência particular por diferentes gêneros de leitura intelectual. O livro ainda nos apresenta três tipos de níveis de leitura, são eles: sensorial, emocional e racional. O nível sensorial traduz no primeiro contato com o texto ou situação. O nível emocional nos leva a interpretação subjetiva que o nível sensorial nos trouxe, enquanto que o nível racional (presente em textos narrativos) busca a interpretação correta, a objetividade dentro da situação ou texto em leitura. Sendo que a combinação desses três níveis em situações diferentes acarretará em novas interpretações, pois adquirimos mais conhecimento facilitando melhor a compreensão do texto. Sua obra também nos leva a enfatizar a hipótese de tentar produzir textos, mostrando o mundo a partir do nosso próprio entendimento.
Segundo o texto, “O que é leitura”, os primeiros passos para aprender a ler é compreender, perceber e dar sentido ao que e quem nos rodeia. Portanto, é algo natural. A autora ressalta que alguns pesquisadores afirmam que se aprende a ler lendo, mas, na sua concepção aprende-se a ler vivendo.
O gosto pela leitura se inicia no contexto pessoal, porém é necessário valorizá-lo para ir além dele. Ela faz uma abordagem teórica a respeito da leitura citando um trecho escrito por Paulo Freire: "A leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquela." Ou seja, ato de ler nos possibilita a compreensão do mundo, que conviver com ele e até mesmo de modificá-lo, á medida que incorporamos experiências de leitura.
Martins diz que a leitura pode ser um instrumento de poder pelos dominadores, mas que pode também vir a ser a libertação dos dominados. Visto que, a palavra escrita é um instrumento de comunicação, um registro de relações humanas, das ações e aspirações humanas. E ressalta que, o ato de ler sempre estará ligado à interação das condições interiores e das exteriores, isto é, respectivamente subjetivas e objetivas.
Segundo Martins a leitura é um instrumento libertador e passível de ser usufruído por todos, não apenas pelos letrados, visto que, o hábito de ler cria uma ponte para o processo educacional eficiente, proporcionando a formação integral do indivíduo. A leitura liberta o homem, pois o ato de ler consente a descoberta de características comum e diferenças entre os indivíduos, grupos sociais, várias culturas, além de incitar a fantasia como também à consciência da realidade objetiva, proporcionando elementos para uma atitude critica, apontando alternativas.
Em sua obra a autora questiona a “decodificação versus compreensão”, nos trazendo à conclusão que ambas são necessárias. Pois decodificar sem compreender é inútil, bem como, compreender sem decodificar é impossível. Afirma ainda que, a leitura é uma experiência individual. A verdadeira leitura ocorre a partir do diálogo do leitor com o objeto lido, seja ele sonoro, uma imagem, um livro ou um gesto.
O livro nos remete a uma reflexão na falta de humanização do sistema educativo, quando se centraliza o saber ao invés do educador ajudar a desenvolver seus educados. Diante disso, o papel do educador seria o de criar condições para o educando realizar a sua própria aprendizagem, de acordo com seus interesses, fantasias, necessidades segundo as dúvidas e as exigências que a realidade lhe apresenta. Porém a escola é onde a maioria aprende ler e escrever e a utilização preponderante do livro didático tornam este aprendizado muito limitado.
Para nós a leitura desta obra nos propiciou um alto desenvolvimento crítico a uma habilidade de interpretação das diversas leituras intelectuais e do mundo, acreditamos que toda e qualquer leitura, mesmo que fútil, chata, critica ou obrigada, não deve ser marginalizada ou descriminada.
Neste sentido, podemos afirma que ler nos permite conhecer o mundo e tudo que nele há, mas ampliar a leitura pressupõe transformações na visão de mundo e também na visão cultural, além de ser uma maneira de conquistar a autonomia e de deixar de ler pelo olhar do outro.

Acadêmicas: Ada Lúcia e Cibele